Portais secretos entre nós, alternando vez e voz, o enigma de viver, em companhia ou a sós.
Nosso mundo sem mundo, apenas nuvens espaças, sonhos, corpos e carcaças, mudando a cada segundo.
O poço sempre é mais fundo de tudo o que nós pensamos, caímos e nos levantamos, conhecemos o submundo, somos projetos oriundo do berço da insanidade, quem saberá a verdade, desse viver moribundo.
A morte tão rejeitada vive alimentado a vida, passa desapercebida quase sempre ignorada, cada sardinha pescada, ou mesmo uma ave frita, é a morte que sofre e grita, para vida ser saciada.
Quem viu finge não ver nada porque falta consciência, nesse mundo de demência e tanta gente alienada, de tantas vidas passadas muitas delas nem viveram, sorte que não conheceram, saíram sem viver nada.
Tantos portais já se abriram, foram muitos mensageiros, sentimentos verdadeiros que os humanos nem sentiram, não falaram e nem ouviram porque fingir é melhor, a matéria vira pó, mas quando a vida se esvai, é mais um corpo que cai e o espírito segue só.
Portais de trevas e luz, de dor e felicidade, é uma dualidade que a humanidade conduz. Os portais da esperança que muitos deixam fechar, e as forças para lutar de tanto sofrer se cansa. Ah quanta ignorância, e tanta desigualdade, onde estará a verdade, se a caneta é uma lança.
E quanto ao portal do amor, mas o que é mesmo amar? a dúvida fica no ar, diante de tanta dor, valores que escolhem cor, que mundo é esse afinal, está tudo desigual, nem culpo quem o criou, nas escolhas que deixou também teve ensinamento, se o transformaram em tormento, esse é o mundo restou.
"O conhecimento é um farol na escuridão"
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