Contos e Encantos
9 de fev. de 2026
Contos e Encantos: Na Ciranda da Vida
Na Ciranda da Vida
Na ciranda da vida, somos todos músicos e dançarinos. Não importa o som burguês de pianos e violinos, pois a batida dos tambores e atabaques ecoa como resistência popular. O mistério da ciranda é tão profundo que pode nascer nos terreiros das comunidades e, ao mesmo tempo, se entrelaçar aos corais da capela Sistina.
Dançar conforme a música já não parece escolha: é necessidade vital para nutrir corpo e alma. Os sons dessa ciranda, tão reais na luta pela sobrevivência, talvez um dia alcancem os ouvidos de alguma divindade e a inspirem a interceder pelo universo trazendo dias melhores para aqueles que dançam e contam histórias, para não sucumbirem à tristeza.
Tal qual o pescador em seu pequeno barco enfrentando o vendaval, resta-lhe apelar à sorte ou molhar a vela com a água do mar, para que pese e não se afaste tanto do destino traçado. Assim somos nós: se hoje a ciranda parece mais leve, é porque muitos de nossos ancestrais dançaram nos terreiros não para celebrar, mas para suportar a dor e reacender a esperança.
Que o batuque nas cozinhas e quintais ressoe cada vez mais forte, espalhando a energia vital em cada quizomba, e que as cirandas sejam infinitas como o pó da terra, esse pó que, sem distinção, acolhe e abraça todas as raças.
A ciranda da vida nos acompanha todos os dias, marcada por confianças e incertezas, altos e baixos, tão constantes quanto as ondas do mar. Em certos momentos, precisamos assumir o papel de maestro de nossa própria orquestra e fazê-la tocar. Há porém, um detalhe essencial: é preciso estar preparado tanto para aplausos quanto para vaias. Como nos concertos, alguns permanecem até o fechar das cortinas, enquanto outros se retiram logo no início. Em qualquer situação, a orquestra deve continuar tocando.
Assim é a ciranda da vida: uma música que não pode parar, mesmo diante das imprevisibilidades do público e do destino. Vamos celebrar a vida, e a esperança. Vamos dançar nossa ciranda, agradecendo ou confiando na graça que há de chegar, na roda da existência, somos ao mesmo tempo nobres e plebeus, unidos pelo compasso único da vida.
Salve, salve a igualdade, ainda que seja esta, imperfeita, mas necessária pois a vida é uma só, e nela todos cabem.
"O conhecimento é um farol na escuridão"
Contos e Encantos: Churrasquinho, Toddynho, e Beijos
Churrasquinho, Toddynho, e Beijos
Churrasquinho, toddynho e beijos, presentes simples que se transformam em rituais de amor. E quem poderia testemunhar melhor esse instante do que Afrodite, em uma de suas visitas especiais ao mundo dos mortais? A deusa do amor se aproximou das sombras de um casal jovem e apaixonado, que no início da noite, ao deixar o trabalho, encontrava-se numa pequena praça para viver suas emoções.
Eram pessoas humildes, de recursos escassos, mas isso nunca foi obstáculo. Um churrasquinho comprado na esquina, um toddynho para adoçar o momento, e o tempero essencial: os beijos, que davam sabor à vida. Entre a simplicidade da metrópole e a intensidade da paixão, Afrodite sorria pois ali estava a essência do amor.
Afrodite, habituada aos banquetes divinos, ficou maravilhada ao ver tanta felicidade brotar de algo tão simples: um casal degustando um churrasquinho e um toddynho, como se fossem manjares celestiais. Encantada, decidiu permanecer ao lado deles por muito tempo. Às vezes faltava dinheiro para o lanche, mas isso pouco importava, beijos, abraços e carinhos fluíam como água de uma fonte sagrada, e inesgotável.
O tempo, veloz e implacável, redesenha destinos sem pedir licença. Para aquele casal, não foi diferente: no início, amor ardente, paixão intensa e sonhos que pareciam não ter fim; mais tarde, amor amadurecido, conquistas que se multiplicavam e sonhos ainda maiores, erguendo-se como novos horizontes.
Mas o tempo, sábio e cruel, também trouxe suas marcas. Vieram realizações fantásticas, momentos inesquecíveis, mas junto deles surgiram dúvidas, decepções e perdas, pequenas rachaduras que minaram a felicidade que antes parecia invencível.
Agora, mesmo que a vida lhes oferecesse o mais refinado banquete, fosse churrasco nobre ou iguarias especiais, nada teria o sabor único do churrasquinho e do toddynho de outrora. Afrodite, que sempre pressentira esse desfecho, envolveu um deles em seu abraço divino e sussurrou: “Ainda existe amor. Por mais que tudo tenha mudado, não se dobre. O amor suporta qualquer desafio.”
A paixão se desfaz, as emoções se suavizam, os desafios se multiplicam. Ainda assim, quem abraça o propósito de vencer, vence. Olhe ao redor: nada permanece como antes. Nem mesmo os jovens apaixonados guardam o mesmo romantismo de outrora, e isso é natural, faz parte da evolução dos tempos. São tempos diferentes.
Estou aqui, oferecendo meu apoio incondicional. Transforme as dificuldades em degraus para novas conquistas, porque o amor pode esfriar, mas não desaparece. A verdade é que me sinto confusa, mas decidi permanecer como uma sombra fiel, inseparável do corpo que acompanha.
O tempo seguirá seu curso, indiferente a tudo e a todos. Por isso, preciso que continue sonhando. Afinal, todos morrem quando deixam de sonhar. Escolha viver e que seus sonhos sejam a chama que mantém o amor aceso.
"O conhecimento é um farol na escuridão"
7 de fev. de 2026
Contos e Encantos: Plataforms Humanas
Plataforms Humanas
Plataformas humanas não diferem tanto dos meios corporativos: ambos exigem empenho, tempo e dedicação. Tudo isso está ligado à lógica da espera, pois nada acontece de um dia para o outro. São investimentos de médio e longo prazo. Toda pessoa vencedora já enfrentou perdas, mas não desistiu; aprendeu com os erros, fez as correções necessárias, reinventou-se e seguiu em frente até alcançar a vitória.
No ambiente corporativo, muitas empresas passaram por dificuldades, algumas até enfrentaram processos judiciais. Refizeram planejamentos, atualizaram planilhas de gastos, mudaram gestões e, com muito trabalho e disciplina, evitaram a falência. Conosco acontece de forma semelhante: às vezes entramos em crise e precisamos tomar a difícil decisão entre vencer ou perder. Se escolhemos vencer, que é o caminho lógico, assumimos a missão de nos reinventar, rever conceitos, elaborar uma nova “planilha da vida” e agir com determinação.
Plataformas humanas podem parecer convencionais diante da inteligência artificial, que oferece respostas e soluções imediatas. No entanto, se não somos tão rápidos quanto as máquinas, somos mais racionais. O grande inimigo dos nossos projetos é, sem dúvida, a pressa. Talvez faça parte da própria natureza humana essa urgência constante e, pior ainda, cada um à sua maneira.
Algumas empresas, ao esquecerem a necessidade de atualização, insistiram em gestões ultrapassadas, auditorias tendenciosas e direções duvidosas. Nesse cenário, o futuro inevitável é a falência. Já aquelas que ousaram sair do convencional, apostaram em investimentos, realizaram pesquisas de mercado e perceberam o risco da obsolescência, agiram com determinação. Essas empresas cresceram e se transformaram em verdadeiras potências.
Vale lembrar que essas empresas são conduzidas por nós humanos, que podemos colocar em prática a fórmula do sucesso em nossas vidas, nos reinventar e atualizar a nossa gestão pessoal, fazer uma auditoria na nossa planilha de costumes, e sair da mesmice. Esse também é um investimento pessoal a curto e médio prazo, quem fizer as pressas poderá encurtar a nossa aceitação pessoal na sociedade.
Após identificar a carência de mudança, elaborar um plano de recuperação identificado com as reais necessidades, nem que esse processo seja lento e doloroso, mas precisamos executar e acompanhar criteriosamente. Abandonar o quesito melindre, aceitar que é preciso mudar. Talvez o mais desafiador seja encarar que em nossas auditorias pessoais detectamos pessoas as quais precisamos nos distanciar, não podemos hesitar nem colocar em risco os nossos planos de mudança. Mas devemos fazer isso com cautela, consciência e critério, assim evitaremos constrangimentos ou conflitos.
6 de fev. de 2026
Contos e Encantos: Helena e a Fada das Letras
5 de fev. de 2026
Contos e Encantos: O Mapa Mágico
O Mapa Mágico
O mapa mágico, é uma fábula um homem marcado por perdas e conflitos, que partiu a vagar em busca de reencontrar o sentido da vida. Sem direção, seus passos o levaram a terras distantes e de difícil acesso. Quanto mais caminhava, mais parecia se afastar daquilo que procurava.
Exausto e faminto, já ao cair da tarde, encontrou um lago sereno. Bebeu da água fresca e, com um lençol que carregava na mochila, improvisou uma rede de pesca. A sorte lhe sorriu: conseguiu capturar um belo peixe. Ao limpá-lo, descobriu dentro dele um pequeno canudo de papel com uma mensagem enigmática: “A casa é você, reconstrua.”
Tomado por um impulso, decidiu regressar ao seu antigo lar. Após uma longa e árdua caminhada, finalmente chegou. Dirigiu-se direto ao espelho e, diante do artefato, perguntou: — Sou um homem bom... por que a vida me é tão difícil? O espelho começou a tremer, desprendeu-se da moldura e desapareceu, deixando apenas o silêncio e o mistério no ar.
Como em um conto de fadas, o pequeno canudo de papel ganhou vida e perguntou ao homem de que forma ele pretendia recomeçar sua jornada. Preso ainda às velhas práticas, o homem respondeu com planos que refletiam o passado.
Então, o mapa mágico se iluminou e começou a revelar sua história. A cada erro cometido, surgia um ponto vermelho. Em poucos instantes, restava apenas um pequeno círculo branco no centro. Dali emergiu um mago, que o fitou e lançou uma pergunta:
— É só isso que você é? Um homem acorrentado a antigos costumes, sem ideias para reinventar a própria vida? Não bastaram as perdas de amores e de tempo? O mago prosseguiu com voz firme: Eu conheço o caminho do lago e voltarei para lá. Mas saiba: cada vez que repetir os mesmos erros, sua vida se tornará solitária e insuportável. Quero ajudá-lo, mas lembre-se: a casa é sua, e eu não construirei outra em seu lugar.
Sofra, aprenda com os próprios erros e reconstrua sua vida. Faça isso sem complicar a existência de outras pessoas, pois a vida é sua, e com ela vêm todas as cores: alegria, tristeza, abandono, prazer e sofrimento. Pense bem: até o espelho pode lhe abandonar.
O espelho somos nós. Chegará o dia em que não conseguiremos convencer nem a nós mesmos sobre quem realmente somos ou quem desejávamos ser. Esse será um momento difícil. Por isso, antes que ele chegue, o ideal é começar os reparos internos, e não são poucos. O mapa mágico pode ser encontrado por qualquer pessoa disposta a buscá-lo. Mas não se engane: não é uma jornada simples. É preciso coragem e resignação. Ainda assim, todo esforço será recompensado.
Reconstruir desafia-nos a desapegar da mesmice, a encarar a realidade e a aceitar a verdade sobre nossa necessidade de evolução. É urgente rever conceitos e libertar-se da dependência do ego. Esse é o verdadeiro mapa mágico: uma força capaz de moldar a natureza espiritual de cada ser. Não é feitiçaria, mas o resultado de querer reencontrar-se na vida.
"O conhecimento é farol na escuridão"
4 de fev. de 2026
Contos e Encantos: CORRENDO NA FRENTE
3 de fev. de 2026
Contos e Encantos: Uma Vida Mais Leve
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