11 de jan. de 2026

Contos e Encantos: Uma Visão Futurística

Contos e Encantos: Uma Visão Futurística: Uma visão futurística surgiu como um sonho, daqueles que parecem mais um aviso do que uma fantasia. Um rapaz me chamou para acompanhá-lo em ...

Uma Visão Futurística


Uma visão futurística surgiu como um sonho, daqueles que parecem mais um aviso do que uma fantasia. Um rapaz me chamou para acompanhá-lo em uma missão. Tudo era estranho e desafiador: o mundo estava tomado por tensão e desespero, enquanto um incêndio devastador se espalhava pela terra. Ele avançou pelo fogo intenso e, surpreendentemente, as chamas se transformavam em pequenos focos de fumaça por onde passava.

Senti que precisava segui-lo. Ao entrar nas labaredas, meus pés queimaram e um calor abrasador tomou conta do meu corpo. Mas, à medida que eu avançava, o fogo já não me feria; nem brasas, nem calor. O desejo de acompanhá-lo na missão me envolveu de tal forma que o perigo deixou de existir.

Ele se movia rápido, e eu só conseguia acompanhá-lo pela trilha que deixava ou pelo movimento das folhas. Já distante, ouvi sua voz: “Encontre Pedro.” Passei a chamá-lo em meio ao caos, até que uma resposta ecoou: “Estou aqui.”

Segui a direção da voz e encontrei um ancião envolto em chamas, com olhos sombrios e uma longa barba avermelhada pelo fogo. Ao me aproximar, ele disse com firmeza: “Não pare. Continue sua missão.” E assim eu fiz.

Por onde meu guia passava, surgiam sinais de renovação e vida. Das profundezas da terra, ele trazia à tona criaturas que eu jamais havia visto. Humanos e seres estranhos se entreolhavam, incrédulos diante do que presenciavam. Eu corria em alta velocidade, determinado a não perder o contato com ele.

Chegamos a um deserto árido, de solo rachado e sem esperança. Ali, encontrei um bezerro tão magro que sua pele parecia colada aos ossos. Os olhos, enormes e salientes, fixavam-se em uma pequena touceira de capim seco. Foi então que meu guia ordenou: “Cave aqui.”

Sem hesitar, arranquei o capim e comecei a cavar com as próprias mãos. Um desconhecido correu em busca de uma ferramenta, mas ao retornar já não era necessário. O solo havia se tornado úmido e, ao retirar mais um pouco de terra, um jorro de água cristalina brotou. Imediatamente, muitos seres se aproximaram, atraídos pela nova fonte de vida.

Tomado pela emoção, ajoelhei-me, beijei a terra e deixei que as lágrimas corressem. Então, uma voz serena sussurrou: “Tenha calma, ainda há esperança na Terra.”

Essa visão futurística pode simbolizar tanto meu universo interior quanto a própria humanidade. Não devemos nos iludir: tempos difíceis e desafiadores virão. Contudo, a promessa de que a esperança permanece fará de cada um de nós voluntários na luta por dias melhores, para amparar os necessitados e reacender a chama daqueles que já perderam forças para buscá-la.

Desejo que esse período de provação demore a chegar, e que possamos desfrutar de paz por muitos e muitos séculos. Mas sei, no fundo, que ele virá.

"O conhecimento é um farol da escuridão"

5 de jan. de 2026

Contos e Encantos: Perdido no Deserto

Contos e Encantos: Perdido no Deserto: Perdido no deserto, tendo como únicas companhias o calor abrasador , a sede implacável e a incerteza do destino, sustentava-se pela esperanç...

Perdido no Deserto


Perdido no deserto, tendo como únicas companhias o calor abrasador, a sede implacável e a incerteza do destino, sustentava-se pela esperança que lhe dava forças para seguir e enfrentar a travessia. Ao meio-dia, o solo fervia tanto que ondas de calor dançavam sobre a terra, tremendo como miragens. Os pés ardendo na areia escaldante faziam-no acreditar que caminhava pelo próprio caminho do inferno.

Quando o dia enfim se despediu, a noite trouxe consigo uma brisa suave que apagava os rastros deixados na jornada. Exausto, encontrou uma árvore esquelética e repousou sob seus galhos secos, que pareciam espectros esquecidos pelo tempo.

A fome e o cansaço tornaram-se seu sonífero, e ele adormeceu. Na madrugada, despertou e, ao erguer os olhos, viu um brilho acima da cabeça. Levantou-se lentamente para descobrir o que era e, para sua surpresa, uma gota de orvalho escorria serena. Sorveu-a como se fosse a última dádiva da vida. Animado, deixou-se levar pela fome e mordeu o galho umedecido, que, por instantes, lhe serviu de alimento.

Naquele instante, sentiu a certeza de que o universo não o abandonaria. Elevou uma prece de gratidão pela gota de orvalho e pelo galho úmido dádivas simples, mas vitais para quem não tinha alternativas. Permaneceu desperto, contemplando a vastidão de estrelas que se espalhavam pelo céu, e deixou-se levar pelo pensamento de como seria o amanhecer. Imaginava que, quando o sol voltasse a nascer, e a noite retornasse mais uma vez, teria novamente a mesma sorte.

O sol nasceu rasgando uma nuvem avermelhada, como uma cortina que se abria lentamente diante do horizonte. Em poucos minutos, o calor já se intensificava, repetindo as cenas áridas do dia anterior. O desafio, porém, parecia ainda maior: a areia ardia tanto que até os répteis do deserto, incapazes de correr, saltavam desesperados em busca de refúgio para não queimarem as patas.

E como se o calor não bastasse, um redemoinho surgiu repentinamente, varrendo o chão com violência. A areia levantada pelo vento atingia seu rosto, queimando como pequenas faíscas que ardiam contra a pele.

Arrastado pela fúria do vento, foi lançado para longe, ficando com parte do corpo soterrada pela areia. Sem forças e tomado pelo desespero, acreditou ter chegado ao fim. Fechou os olhos e entregou seu espírito ao universo.

Então, uma nuvem cobriu o sol, suavizando o calor, e uma sombra se projetou ao seu lado. Com a visão turva e o corpo exausto, mal conseguia abrir os olhos, mas sentiu uma mão pousar um pano úmido e frio sobre seu rosto.

Uma voz serena sussurrou: — Será que essa travessia no deserto foi suficiente para você enxergar a vida de outra forma? Muitas vezes, as pessoas têm tanto que não sabem valorizar, e permanecem cegas diante daqueles que quase nada possuem.

Eu sou um anjo peregrino, e caminho entre os homens conduzindo-os por desertos distintos. Jamais me cansarei de ajudar, pois acompanho a jornada espiritual de cada ser humano. Alguns desertos serão longos, sob o sol escaldante; outros, noites frias sem cobertores. Mas nada disso é castigo são lições necessárias para a vida.

Com as asas, envolveu o viajante perdido e o ergueu, levando-o até um lago onde havia água cristalina e alimento em abundância. Antes de partir, deixou-lhe um último conselho: — Aprenda com cada deserto, pois é nele que se revela a essência da existência.


"O conhecimento é um farol na escuridão"






30 de dez. de 2025

Contos e Encantos: Coisas do Destino

Contos e Encantos: Coisas do Destino:  Coisas do destino, a té que ponto podemos ou devemos tentar alterar aquilo que se apresenta em nossas vidas? Quando criança, ouvi uma his...

Coisas do Destino


 Coisas do destino, até que ponto podemos ou devemos tentar alterar aquilo que se apresenta em nossas vidas? Quando criança, ouvi uma história sobre a filha de um rei. Ao nascer sua primogênita, o monarca chamou uma vidente para revelar o destino da princesa. A previsão foi aterrorizante: ela morreria ao ser mordida por uma cobra.

Determinado a impedir que a profecia se cumprisse, o rei tomou todas as precauções possíveis. Criou uma guarda real para vigiar constantemente o quarto da filha, garantindo que ninguém se aproximasse dela. Além disso, ordenou a um artista que pintasse na parede uma enorme serpente, como símbolo de alerta e vigilância.

Com o passar dos anos, a princesa cresceu e acabou descobrindo a história de seu destino. Intrigada pela imagem da cobra, desenvolveu o hábito de passar o polegar diariamente sobre as presas da pintura. Esse gesto repetido feriu seu dedo, e a pequena lesão evoluiu para uma infecção. Meses depois, a princesa faleceu não pela mordida de uma cobra real, mas pela consequência indireta de tentar escapar do próprio destino.

Quantas vezes nos deixamos enganar pela ilusão de que temos poderes para driblar o destino? Na verdade, somos capazes, sim, de aprender com ele e até suavizar certos momentos indesejáveis. Há também aqueles que acreditam ser os únicos arquitetos de sua própria trajetória. Porém, quando as surpresas da vida surgem, rapidamente culpam o universo e esquecem de reconhecer suas próprias escolhas e responsabilidades.

Talvez, se o desenho da serpente nunca tivesse existido, o desfecho fosse diferente. A mordida poderia não passar de uma parábola, um aviso simbólico, e não uma tragédia inevitável. É importante lembrar que todos somos vulneráveis, e não existe blindagem absoluta para ninguém. Refletir antes de emitir críticas ou comentários sobre os outros é uma atitude de sabedoria. Buscar proteção e discernimento permanece sendo um verdadeiro escudo espiritual.

As palavras, por sua vez, são como lâminas: cortam de forma silenciosa e profunda. Por isso, falar sem pensar pode equivaler a assinar uma sentença antecipada contra si mesmo. Entre as lições que o destino nos oferece, uma é decisiva: nada é para sempre. Essa consciência pode nos fortalecer de maneira extraordinária, pois, num simples instante, tudo pode se transformar. Se o universo se mostrar favorável, as mudanças podem acontecer muito antes do que imaginamos.

Não se prenda à ideia de culpas elas não acrescentam nada. O caminho mais sábio é cultivar resiliência e realizar os ajustes que a própria vida exige. Esse exercício de reparo e adaptação é um atalho eficiente e, acima de tudo, necessário para seguir em frente.

Está chegando um novo ano, e que ele seja repleto de realizações, com a vida favorecendo nossos caminhos. No entanto, pouco adianta recorrer a símbolos como galho de arruda, pé de coelho, ferradura ou escolher cores específicas de roupas, se as verdadeiras mudanças não acontecerem dentro de nós.

Que sejamos fortes, esperançosos e atuantes, para que nossas prioridades se tornem realidade. Que cultivemos respeito e consciência, vivendo com amor e plenitude. O destino, esse, sempre se encarrega do restante.


"O conhecimento é um farol na escuridão"


25 de dez. de 2025

Contos e Encantos: Uma Estrada Colorida

Contos e Encantos: Uma Estrada Colorida: Uma estrada colorida nasceu em meio a encontros familiares, daqueles em que todos falam ao mesmo tempo sobre assuntos diferentes, tentando ...

Uma Estrada Colorida


Uma estrada colorida
nasceu em meio a encontros familiares, daqueles em que todos falam ao mesmo tempo sobre assuntos diferentes, tentando colocar a vida em dia em poucos minutos. No meio da conversa, um menino insistia: pedia a um e a outro que lhe contassem uma história. Mas a resposta era sempre a mesma: “não sei contar histórias.”

Enquanto buscava alguém que lhe oferecesse algo além das vozes misturadas, ouviu-se uma batida na porta. Um adulto foi atender e encontrou um mendigo. O homem, com olhar sereno, disse: — Posso contar uma história para a criança, em troca de um simples pedaço de pão. Surpreso por perceber que o estranho conhecia o desejo do menino, o adulto abriu a porta e o convidou a entrar.

Sentou-se ao lado da criança, sorriu e iniciou: — Era uma vez, em terras muito distantes, um andarilho que vivia sozinho em uma casinha modesta. Todas as manhãs, ao nascer do sol, ele seguia por uma estrada de areia branca que levava a um pequeno povoado. Ao caminhar, retirava da cabeça um chapéu de palha já gasto pelo tempo e, com cuidado, recolhia pequenas pedras coloridas, colocando-as dentro do chapéu.

Ao retornar para casa, o andarilho separava cuidadosamente as pedrinhas conforme seus tamanhos e cores, alinhando-as junto à porta que dava acesso ao quintal. No dia seguinte, ao visitar o local, percebia que a maioria havia desaparecido. Ainda assim, mesmo cansado, persistia em sua missão de recolher novas pedras coloridas.

Certa noite, tomado pela curiosidade, resolveu vigiar as pedrinhas para desvendar o mistério de seu desaparecimento. À meia-noite, naquele instante mágico em que portais se abrem para mundos ocultos, surgiu uma idosa trazendo uma vassoura. Com movimentos lentos, começou a varrer as pedras em direção à estrada de areia branca.

O andarilho, em silêncio, a acompanhou por alguns instantes. Então, não resistindo, perguntou: — Quem é a senhora e por que mexe em minhas pedras?

Eu sou a Fada do Tempo. Essas pedras, um dia, foram bem maiores e lhe pertenciam. Mas o senhor ignorou a passagem do tempo, e agora elas já não são suas.

Na vida, o essencial é aprender a valorizar aquilo que o universo nos oferece, sobretudo os instantes de partilha em família. Ontem era véspera de Natal, e eu vi uma única família espalhada em vários lugares, talvez até planejando visitar um ente querido no próximo ano. Sem perceber, quebraram uma imensa pedra chamada “momento”. Outros Natais virão, é verdade, mas jamais serão iguais.

Todas essas pedras fazem parte de uma estrada colorida. Muitos caminharão por ela inúmeras vezes, mas, à medida que o caminho pode se encurtar e escurecer, torna-se essencial reconhecê-lo enquanto ainda é possível.

E há mais: nunca se deixe aprisionar pelas cortinas do tempo, pois escapar delas é quase impossível. Ame sobretudo aqueles que o amam, porque o universo não tolera a ingratidão.

Logo após pronunciar essas palavras, a fada desapareceu. O andarilho, então, prosseguiu recolhendo as pedrinhas da estrada colorida, na esperança de reconstruir a grande pedra do momento. Mas seu esforço seria em vão: o tempo já havia passado. Existiu, sim, aquele dia precioso e único, mas foi desperdiçado na aposta de que haveria sempre um amanhã, e depois na ilusão do “se”.


"O conhecimento é um farol na escuridão"



19 de dez. de 2025

Contos e Encantos: Mente Saudável

Contos e Encantos: Mente Saudável: Mente saudável é essencial, mas a falta de equilíbrio emocional tem transformado o mundo em um cenário de crescentes distúrbios mentais . M...

Mente Saudável


Mente saudável é essencial, mas a falta de equilíbrio emocional tem transformado o mundo em um cenário de crescentes distúrbios mentais. Muitos de nós dedicamos tempo às academias para fortalecer o corpo, esquecendo que ele é guiado pelo espírito. e negligenciamos nossa dimensão interior, a vida perde seu verdadeiro significado. Surge então a questão: seria possível educar o espírito? Essa é uma dúvida que acompanha muitas pessoas, que ainda questionam a realidade desse fenômeno.

Muitas pessoas procuram na religiosidade um caminho de alternativas, mas a espiritualidade vai além. Ela não se resume apenas à fé: exige também autoconhecimento e coragem para compreender e acolher as transformações que a vida constantemente nos impõe.

Nos últimos anos, a saúde mental tem se revelado um dos maiores desafios para os profissionais da área. O sofrimento é cada vez mais visível, e, infelizmente, algumas pessoas menos informadas acabam atribuindo tais comportamentos à maldade, esquecendo que uma mente adoecida não reage de forma lógica. Por isso, antes de criticar ou julgar, é fundamental agir com cautela e analisar com objetividade o grau de desequilíbrio emocional envolvido.

A saúde mental está condicionada a diversos fatores sociais, que abrangem desde aspectos culturais até, sobretudo, as condições socioeconômicas. Um princípio essencial é compreender que não precisamos viver em excesso: quando desejamos algo de forma desmedida, perdemos o equilíbrio e a percepção da realidade. Metas, sucesso e fama podem ser estímulos importantes, mas não devemos atropelar o tempo nem sacrificar a nós mesmos para conquistar todos os objetivos. O que realmente importa é agir com coerência e ter clareza sobre nossas prioridades.

Cuidar do corpo é fundamental, mas cuidar da mente é indispensável. É importante lembrar que o corpo se expressa, e precisamos desenvolver sensibilidade para ouvir o que ele nos revela. Também é essencial evitar ideias que caminhem na contramão do equilíbrio e compreender que aquilo que funciona bem para os outros nem sempre será adequado para você.

Temos o péssimo hábito de querer decidir pelos outros. Esse costume é desnecessário e ultrapassado, afinal, cada pessoa carrega sentimentos únicos, prazeres, dores, experiências. Por isso, busque orientação profissional quando necessário, mas não deixe de ouvir e educar o seu próprio espírito.

É possível, sim, transformar-se. Tenha convicção: um espírito adoecido jamais sustenta um corpo saudável. Invista na sua saúde mental, exercite o cérebro. Se conseguimos administrar o tempo para tantas tarefas, muitas vezes sem importância, também podemos reservar um momento para cuidar da nossa qualidade de vida.


"O conhecimento é um farol na escuridão"

27 de nov. de 2025

Contos e Encantos: O Arcano 16

Contos e Encantos: O Arcano 16:   O Arcano XVI , representado pela carta A Torre no Tarô, é frequentemente visto com receio devido ao seu poderoso simbolismo de rupturas, ...

Contos e Encantos: Uma Visão Futurística

Contos e Encantos: Uma Visão Futurística : Uma visão futurística surgiu como um sonho, daqueles que parecem mais um aviso do que uma fantasi...